PARA LER MULHERES DESDE CEDO | Duas Estantes

PARA LER MULHERES DESDE CEDO

POR KELLY GARCIA

Nesse março que está findando, entre tantas listas lindas que tem sido publicadas por aqui e em outros blogs interessantes, pensei que seria bom também motivar as crianças e adolescentes a lerem mulheres. Como tenho uma pré-adolescente em casa, fiz uma listinha de escritoras que serão lidas por ela e que, acredito, deveriam estar entre as indicações para esse público. Além, é claro, de J.K. Rowling, que escreveu a saga Harry Potter.

 

Flávia Lins e Silva

Conheci a autora pela série Diário de Pilar, em que a menina viaja para vários lugares instigantes, como a África, a Grécia e Macchu Pichu, através de uma rede mágica no seu quarto. O formato dos livros é muito fofo e imita um diário mesmo, com as ilustrações de Joana Penna e informações importantes do lugar para onde a protagonista foi transportada.  A autora, formada em jornalismo pela PUC-RJ com pós-graduação em Literatura para Crianças e Jovens pela Universitat Autònoma de Barcelona, na Espanha, e mestranda em Literatura Infantil, pela Roehampton University, da Inglaterra, foi roteirista da TV Globo por 16 anos, onde escreveu programas como Caça talentos e Sítio do Picapau Amarelo, além de séries e novelas. Em 2012, criou para o canal Gloob a série de sucesso Detetives do Prédio Azul, que já está na oitava temporada, e transportou as aventuras dos amados detetives para os livros pela Pequena Zahar. Além da saga de Pilar, Flávia é autora de mais de dez livros infantojuvenis.

 

Frances Hodgson Burnett

A autora dos clássicos transpostos para o cinema O Jardim Secreto e A Princesinha, ambos feitos nos anos 1990, nasceu em Manchester, Inglaterra, em 1849. Em 1865, depois da morte de seu pai, mudou-se com a mãe e os irmãos para a região rural do Tennessee, Estados Unidos, onde a família enfrentou dificuldades para ganhar seu sustento. Aos dezessete anos, Burnett vendeu seu primeiro conto para uma revista, e aos 22 já havia ganhado o suficiente para voltar à Inglaterra. De 1887 até sua morte, Burnett escreveu diversos romances populares para adultos, entre eles That Lass o’ Lowrie’s (1877), Through One Administration (1883) e The Shuttle (1907), bem como várias peças e um livro de memórias da infância: The One I Knew Best of All (1893). No entanto, é lembrada principalmente pelos romances que escreveu para crianças: O pequeno lorde (1886), A princesinha (1905; uma versão expandida da novela Sara Crewe, de 1888, e da peça The Little Princess) e O jardim secreto (1911).

 

Pamela Lyndon Travers

Conhecida por sua obra Mary Poppins, adaptada para as telonas nos anos 1960, Pamela é autora de outros 21 livros, seis deles com a babá voadora. O livro é bem diferente do filme e a relação entre a autora e Walt Disney, que o adaptou, foi bastante conturbada, a ponto de Pamela ter odiado o filme e só ter topado vender os direitos pelo dinheiro. A resistência da autora se deveria a várias das situações do livro terem relação com a sua infância conturbada, com um pai alcoólatra e a mãe, depressiva, na Austrália e, inclusive, o Sr. Banks do filme é uma alusão ao próprio pai da autora. Infelizmente, a maioria das obras de Travers não tem tradução para o português. Para compreender um pouco de como se deu a adaptação que levou Julie Andrews ao estrelato, uma boa dica é o filme Walt nos bastidores de Mary Poppins, que está disponível no Netflix.

 

Marina Colasanti

Com mais de 40 livros publicados, Marina Colasanti tem obras infantis, infanto-juvenis e para adultos nos mais diferentes gêneros e com muitas premiações. Para se ter uma ideia, a autora ganhou por três vezes o Prêmio Jabuti na categoria Infanto-juvenil. Entre os seus livros mais conhecidos, estão A Moça Tecelã, com apenas 20 páginas, mas muito significado. O olhar sobre os lugares, bem como as questões femininas, são temas constantes. Amante das viagens, com a mesma versatilidade com que sempre transitou de um lugar para outro, Marina já exerceu diferentes profissões. Foi cronista e editora de veículos como Jornal do Brasil e revista Nova, tendo ganho o Prêmio Abril de Jornalismo três vezes. Formada em Belas Artes, é ela quem ilustra a maioria dos seus livros. Marina é, ainda, renomada tradutora do inglês, francês e italiano. Uma autora para se começar a ler na infância e seguir junto pela vida.

Conhece alguma outra autora infanto-juvenil maravilhosa? Conta pra gente!

 

Este post integra a contribuição do blog Duas Estantes ao projeto #mulheresparaler. Conheça mais sobre a iniciativa: https://contoemcanto.com.br/mulheres-para-ler-912d5a3485d5#.fwwsj46td.

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