CINCO LIVROS PARA CRIANÇAS CRESCIDAS | Duas Estantes

CINCO LIVROS PARA CRIANÇAS CRESCIDAS

POR KELLY GARCIA

Amo ler livros infantis e juvenis. Não só para ter o que indicar para as crianças que me rodeiam, mas por prazer mesmo. Gosto muito de ler o que não pude enquanto era criança, já que na minha casa existiam muitas enciclopédias, mas nenhum livrinho infantil sequer.

Li O Pequeno Príncipe com mais de 20 anos e Monteiro Lobato, na mesma época, apesar de só conhecer as obras mais resumidas, com os capítulos das obras tradicionais. As completas, como Reinações de Narizinho, ainda estou devendo a leitura. Desde que comecei a resenhar livros e, quando comecei eram só os infantis, conheci um mundo encantador. Autoras como Tatiana Belinky, Ana Maria Machado, Ruth Rocha e outras, que eu só tinha visto nos livros da escola, tive como ler as histórias completas, com ilustrações. E assim formei a parte de baixo da minha estante.

Esses livros que vou indicar aqui também se destinam às crianças crescidas, no sentido literal. Para mim, são as que têm mais de sete anos. Vamos à lista:

O jardim secreto

Esse, que já tem mais de 100 anos, já foi adaptado para o cinema, na década de 1990. Essa foi a época em que tive contato com a história da menina Mary, que perde a família na Índia e vai morar com o tio na Inglaterra.

Olha aqui o trailler do filme:

Estou lendo o livro esse ano, bem devagar, para não esquecer os detalhes e saborear a edição linda da editora Salamandra, que tem ilustrações, papel couchê e ainda tradução de Ana Maria Machado. Para crianças a partir de 9 anos.

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O menino do dedo verde

Esse eu li entre lágrimas em alguns momentos. A primeira vez que vi a  história foi na quarta série, era um dos textos de interpretação. Para uma criança menor,  minha filha, lia um capítulo por noite. Com uma vidinha inteiramente sua, Tistu, o pequeno de olhos azuis e cabelos loiros deixava impressões digitais que suscitavam o reverdecimento e a alegria. As proezas de seu dedo verde eram originais e um segredo entre ele e o velho jardineiro, Bigode, para quem seu polegar era invisível e seu talento, oculto, um dom do céu. Até o final surpreendente e singelo. Para guardar  e reler quando a vida for mais dura. Ainda estou tentando ter boas mãos para o plantio, graças ao Tistu.

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Heidi

Esse está na lista de livros que ainda quero ler. Fiquei com vontade depois de ver esse filme aqui, disponível no Netflix:

A história, disponível em dois volumes pela Autêntica, conta a trajetória de Heidi, órfã desde muito pequena, que mora numa cidadezinha da Suíça,  primeiro com a tia, depois com o avô, um velho zangado com o mundo, rabugento, que vive isolado no alto de uma montanha dos Alpes suíços. Ao chegar ao novo lar, Heidi logo se apaixona pelas maravilhosas paisagens, pelas flores e pelos animais dos vales e das montanhas, além de ganhar um novo amigo, Pedro das Cabras, um menino pastor. Com o passar do tempo, a menina conquista os moradores do vilarejo e, principalmente, o coração do avô, mostrando-lhe que é possível ser feliz e reencontrar a paz. Mas essa felicidade desaparece quando tia Dete volta para levá-la para Frankfurt. Escrito em 1880, Heidi, a menina dos Alpes mostra o contraste entre a vida selvagem e livre nas montanhas, com seus valores simples e essenciais, e a vida na cidade grande, com costumes, regras e valores muito diferentes. A narrativa acompanha o crescimento e as aprendizagens de Heidi, e, sem perder de vista os 136 anos que separam nossa vida hoje, no século XXI, da vida dos personagens, é uma fonte de descobertas e reflexões importantes para todos nós.

 

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Se eu não me chamasse Raimundo

Essa pérola foi um dos primeiros livros que ganhei para resenhar  e expõe a história de um menino com câncer com uma delicadeza ímpar, tanto que fica difícil não se emocionar. O talento para a escrita vem de berço. O autor é neto de Graciliano Ramos e se inspirou em uma obra do avô,  A Terra dos Meninos Pelados, para escrever esse livro. Para ler e compartilhar com as crianças com sete anos ou mais. As ilustrações são de outra fera, Bruna Assis Brasil, que é responsável pelas ilustrações de outra obra prima, Malala, a menina que queria estudar, livro reportagem da Companhia das Letrinhas.

 

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Anne de Green Gables

Também fui fisgada pela série do Netflix. Gostei tanto das paisagens do Canadá, como da abordagem poética e da forma como são tratados momentos importantes do universo feminino, como a menarca e o interesse pelos meninos, além do preconceito e o machismo, que apesar de mais forte naquele contexto, ainda permanece bem vivo nos dias de hoje.

Aqui está a série, que deve ter segunda temporada logo, logo:

E a nova edição, feita pela Pedrazul Editora, após o sucesso da série:

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