2017: Uma retrospectiva | Duas Estantes

2017: Uma retrospectiva

Por Kelly Garcia

Depois de mais de tantos meses longe do site, aqui estou eu de volta!  Peço desculpas a você, leitor, porque tive que dar um tempo por questões pessoais, mas prometo postar aqui com mais regularidade.

Eu sei que vocês devem tem lido mais de dez retrospectivas literárias nessa semana que passou. Entretanto, preciso dizer sobre o que li nesse ano lindo em que bati todos, EU DISSE TODOS, os meus recordes literários, o que me deixou felicíssima.

Para começar, consegui bater meu recorde de livros lidos em um ano desde que comecei a registrar isso, em 2013. Tudo bem que eu tenho mais de 30 anos, mas só foi nesse ano aí que comecei a registrar tudo em listas, nas contracapas das agendas sérias de cada ano. Hoje, eu tenho um plannerzinho que comprei da Verus e que já está no fim.

 

Em 2017, foram 39 livros. Nunca, em toda a história dessa pessoa que aqui vos fala, eu havia registrado essa marca. O mais próximo que cheguei disso se deu  em 2015, quando li 27 livros. E o melhor de tudo isso é que além desses 39 livros, eu li a Bíblia inteira, que são mais 66. Mas essa experiência foi tão incrível e enriquecedora para mim que farei um post somente para isso.

Desses 39 livros, separei 10 como os mais amados da lista e tem também os dois piores. Ah, e os que deixei pelo caminho. Sim, eu abandonei algumas leituras, Sorry. Quem me conhece, sabe que odeio fazer esse tipo de coisa, mas em outro post explico o porque e se devo ou não retomá-los em 2018.

Vamos à lista dos preferidos de 2017, em ordem decrescente:

10 – Desafiados a amar – Jorgeana Jorge (Editora Peregrino)

Esse livro é a continuação do À espera de um adeus, para quem concedi o troféu revelação de 2016. Veja a resenha aqui. Segue a mesma linha do primeiro livro, que trata de um casamento em crise sob um viés cristão. Entretanto, nesse livro, a história é ainda mais real, o que vai levar as leitoras mais sensíveis às lágrimas em vários momentos.

 

9 – Todo naufrágio também é um lugar de chegada –  Marco Severo (Editora Moinhos)

Essa compilação de contos do autor cearense está maravilhosa. Irônica, ácida na medida e desnudando os podres da alma humana, a edição é daquelas que você só quer largar quando termina. Ou ler só um por vez, para não acabar tão depressa. Outro diferencial é a capa, obra da editora Moinhos, que tem caprichado demais nas suas edições.

8 – Chapeuzinho esfarrapado e outros contos feministas do folclore mundial – vários (Editora Seguinte)

Com contos engraçados, românticos e de aventura, essa coletânea promete agradar não só às crianças, mas também os adultos. Experimentei ler com a minha filha um por noite e foi muito bom. Contos de fada são contos de fada e, nesse caso, não têm tanto sangue quanto os tradicionais. As lições de moral também estão bem longe de dizer que todo o poder é das mulheres. A sutileza é o que conquista.

7 – Dois irmãos – Milton Hatoum (Companhia de Bolso)

No romance que foi adaptado pela Globo no início de 2017 e ganhou vários prêmios literários, a descrição de Manaus é uma das estrelas da narrativa fluida do autor, de quem eu nunca havia lido nada. Gostei demais e me inspirou a escrever. Isso porque histórias com ciclos longos e que envolvem famílias e imigrantes sempre me pegam de jeito.

6 – O bibliotecário do Imperador – Marco Lucchesi (Editora Biblioteca Azul)

O último livro de 2017 foi uma agradável surpresa. Pretendo retornar para ele quando for criar minha própria narrativa, porque sua escrita é muito inspiradora. Com os bastidores do fim do segundo reinado e muitos detalhes para quem é fã de história, é um livraço que pode ser lido de uma vez porque tem pouco mais de uma centena de páginas.

5 – Fugitiva – Alice Munro (Editora Biblioteca Azul)

Outro livro de contos na lista. Esse também foi o meu primeiro contato com a autora e recomendo tanto para quem gosta de contos, como para quem gosta de mergulhar em si mesmo através das histórias alheias. Mereceu demais o prêmio Nobel essa canadense. Tem resenha aqui.

4 – Uma vida com propósitos – Rick Warren (Editora Vida)

Esse clássico das estantes dos crentes me pegou de novo de jeito. Essa é a terceira vez que leio esse livro, que sempre se mostra um amigo fiel nos momentos de dificuldade e de indecisão. Acho que vou comprar pelo menos uns dois pra dar de presente porque é excelente não só para conhecer a Cristo como para reconhecê-lo nos momentos de esfriamento espiritual. Para quem não conhece, são 40 capítulos com exercícios e passagens bíblicas. Difícil é sair o mesmo depois da última página.

3 – Malala – a menina que queria estudar – Adriana Carranca (Editora Companhia das Letrinhas)

Mais um livrinho que é da minha filha e que me fez fazer planos. Uma jornalista que vai até o Afeganistão para conhecer a história da pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz e consegue não só conversar com quem é mais próxima dela, mas também estar nos lugares pelos quais ela passou. Tudo isso ilustrado e com as fotos de onde Adriana esteve. Para não esquecer nunca.

 

2 – A casa – Natércia Campos (Edições UFC)

Cearense mestra da poesia na prosa. Esse também vou guardar dentro de mim para não esquecer nunca.  Saga de uma fazenda sertaneja por mais de 200 anos, sendo testemunha de disputas, secas, casamentos e crimes. Pouco mais de 100 páginas que deixam a gente em carne viva. Confira resenha.

1 – Dez contos peregrinos – Gabriel Garcia Marquez (Editora Record)

Fazia tempo que não voltava ao Gabo, de quem só conheço Cem Anos de Solidão e Memória das Minhas Putas Tristes. Que livro lindo e cheio de contos maravilhosos. Para quem nunca leu nada do autor, é uma oportunidade para se apaixonar por suas histórias.

 

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